NOVEMBRO 2013 – TEXTOS ZÉLIA
NÚMERO 501
HALLOWEEN
Crianças
passam sorrindo
Param,
olham, ficam tempo...
Observam
alegrinhas
Os enfeites
que coloco...
Me
perguntam: Vai ter festa?
Eu respondo:
Vai ter doces
Aqui mesmo...
vem pegar...
Vou por mesa
enfeitada
Pirulitos,
doces balas
E luzinhas
pra alegrar
Quero ver
vocês aqui
Podem vir
fantasiadas
De bruxinhas
e bruxinhos
E venham bem
animadas...
Podem vir
com qualquer roupa
Mas venham
pra minha oferta...
Não tem coro
nem orquestra
Mas tem as
minhas risadas
E o riso de
vocês...
Venha mesmo,
criançada...
Trazer aqui
seu cantar
Sua doçura e
encanto
E a energia
dos anjos
Pra eu poder
me alegrar...
Venham,
lindas criancinhas
E tragam
toda a alegria...
Deixem em
minha casa
O som lindo
das risadas
E também os
seus anseios
Deixem todos
os seus medos...
Tantos
beijos quero dar
Quantos meus
lábios tiverem...
E ao
beijá-las, não me neguem
A promessa de voltar...
NÚMERO 502
VIVER O
AGORA
Gosto da
vida assim
Nem penso em
ir embora...
Tão cedo, não quero ir
Me pego
sempre pensando
Nos ganhos
que a vida traz
Vivi os meus
pesadelos
E em meio a
tantos medos,
Acordada,
tive sonhos
Risonhos, cheios de paz...
Fui
aprendendo a pensar
No melhor,
no bem maior
Aprendi a
acreditar
Ver no amor
a solução
Olhar com o
coração
Tirar da
vida o melhor...
Do amargo eu
tiro o mel
E encontro o
meu troféu
Guardado
dentro de mim...
Me esforço
pra ser assim
Separando o
bem do mal
Tentando
ser, maior que o ter
E assim vou
pouco a pouco
Galgando os
meus degraus
Faltam muitos
pra subir
E atingir o
que é real
Mas eu sei
que chego lá
Não importa
a demora
Pois o que
mais importa
É viver bem
meu agora...
.....................................................
Número 503
OBRA PRIMA
Ela estava tão cheirosa
Bem vestida, lindo porte
Se transportava com graça
Tão jovem, tão graciosa...
Requebrava seus quadris
Sutilmente... feito onda
Mansa, silenciosa
Sem saliência, querendo...
Não querendo ao mesmo tempo
Parecer gata manhosa...
Eu a vi... outros a viram
E a olharam com gosto
Bela figura passando
Um rosto mais que perfeito
Qual seria seu defeito
Naquele corpo esculpido
Matéria prima do barro
Desenhado, moldado
No silêncio, certa vez...
Um casal em doce coito
A fez com muito gosto
Esculpindo na surdina
Noite escura, madrugada
Ou manhã ensolarada
Não importa... dia, hora
Qual o ano, qual o mês
Obra prima, feito deusa
Moça linda... quem te fez?
Ela estava tão cheirosa
Bem vestida, lindo porte
Se transportava com graça
Tão jovem, tão graciosa...
Requebrava seus quadris
Sutilmente... feito onda
Mansa, silenciosa
Sem saliência, querendo...
Não querendo ao mesmo tempo
Parecer gata manhosa...
Eu a vi... outros a viram
E a olharam com gosto
Bela figura passando
Um rosto mais que perfeito
Qual seria seu defeito
Naquele corpo esculpido
Matéria prima do barro
Desenhado, moldado
No silêncio, certa vez...
Um casal em doce coito
A fez com muito gosto
Esculpindo na surdina
Noite escura, madrugada
Ou manhã ensolarada
Não importa... dia, hora
Qual o ano, qual o mês
Obra prima, feito deusa
Moça linda... quem te fez?
Número
504
NHÁ
CHICA e NHÔ ZÉ
Na
casa da Chica
Tinha
banho de bica
Penico
no quarto
Travesseiro
de pena
Colchão
de palha
Fogão
de lenha
Bule
na chapa
Caneca
de lata
Terreiro
limpinho
Paineira
na porta
E
uma bela horta
Nhô
Zé tocava
Viola
baixinho
Cantava
rimando
Amor,
amorzinho
Me
enche de beijos
Me
dá seu carinho
Matava
os desejos...
Pitava
na palha
Me
traz pão de queijo
Jogava
as migalhas
Vem
cá passarinho
Lidava
na roça
Trazia
pra casa
Colheita
que dava
Nhá
Chica rezava
Pra
Deus conservar
Marido
tão bom
Não
há outro igual...
Vestido
de chita
Domingo
ia à missa
Mãos
dadas, faceira
Não
é brincadeira
Cuidar
das galinhas
Terreiro,
capina
Porcada,
que mais...
Rezava,
rezava
Pedia
à miude
Saúde
e o pão nosso
Pra
nunca faltar...
Agradecia
as graças
Não
tinham desgraças
Alegria
era farta
A
vida tão boa
O
amor tinha vez
Pois
é Nhá Chica
Pois
é Nhô Zé
Sodade
docês...
Beijos,
inté...
n.
505
MUNDOS
MUNDOS
Ela
surgiu toda meiga
Seu carisma transbordando
Tão mimosa, tanto dengo
Menina...flor tão cheirosa
Seu carisma transbordando
Tão mimosa, tanto dengo
Menina...flor tão cheirosa
Tinha
ares de rainha
Bela, qual flor se abrindo
Era doce seu caminho
Viu o mundo passando
Por ela, em desalinho
Sentiu um desejo forte
Mudar aquele caminho
Colocar flores, amores
Em qualquer lugar que fosse
Mas o mundo passou adiante
Deixando-a só a pensar
Na vida... busca incessante
Parecia tão distante
O mundo que a viu passar...
Resolveu seguir em frente
Buscando mundos melhores
E o mundo cativante
Depressa a trouxe de volta
Confusão de tantos mundos
Passando por todos nós
Uns ficam vendo passar
Outros passam...sonham alto
Mas a menina ficou
E sonhando... encantada,
Amou...passou..
Bela, qual flor se abrindo
Era doce seu caminho
Viu o mundo passando
Por ela, em desalinho
Sentiu um desejo forte
Mudar aquele caminho
Colocar flores, amores
Em qualquer lugar que fosse
Mas o mundo passou adiante
Deixando-a só a pensar
Na vida... busca incessante
Parecia tão distante
O mundo que a viu passar...
Resolveu seguir em frente
Buscando mundos melhores
E o mundo cativante
Depressa a trouxe de volta
Confusão de tantos mundos
Passando por todos nós
Uns ficam vendo passar
Outros passam...sonham alto
Mas a menina ficou
E sonhando... encantada,
Amou...passou..
............................................................
Número
506
SORRIR....VIVER....
Foi uma risada longa
Que ao longe, fez seu eco
Ressoou atrás os montes
Trouxe consigo, espalhando
O riso á todos que ouviram
E alegres aplaudiram,
Contagiando em sorrisos
Outros cantos, outros mares
Encantando os que passavam
Desencadeando afagos
Ternura, sonhos, amores
Favores que se trocavam
Por mais sorrisos e graças
E nesse entrelaço,
Formou-se uma cadeia
De amor... muita alegria
Paz....desejos....fantasias
E o sorrir então se fez
Transparecer nos rostos
O gosto por viver mais...
Sorrindo... vivendo.... rindo....
Foi uma risada longa
Que ao longe, fez seu eco
Ressoou atrás os montes
Trouxe consigo, espalhando
O riso á todos que ouviram
E alegres aplaudiram,
Contagiando em sorrisos
Outros cantos, outros mares
Encantando os que passavam
Desencadeando afagos
Ternura, sonhos, amores
Favores que se trocavam
Por mais sorrisos e graças
E nesse entrelaço,
Formou-se uma cadeia
De amor... muita alegria
Paz....desejos....fantasias
E o sorrir então se fez
Transparecer nos rostos
O gosto por viver mais...
Sorrindo... vivendo.... rindo....
Número
507
VELHA
MENINA...
Certa vez, você passando
Mirou em mim seu olhar
Sorriu doce e ciciou-me
Não entendi o que disse
Mas senti, velha senhora...
O que você quiz dizer...
Aquilo que me falou
Pensando baixo consigo...
Pois em mim, ficou aquilo
de uma forma bem singela
E abriu em mim a flor
Do amor com que me olhou
Sei que me admirou
Viu em mim o que eu sentia...
Onde está você, mulher...
Se já estava tão velhinha....
Ah...com certeza, não mais
Se encontra entre os mortais
Da forma que eu quero ver...
Mas da forma mais sublime
Tal qual o seu doce olhar...
Querida velha...tão jovem...
Alma terna de menina
Senhora...mulher pequena...
Imensa, ficou em mim
Eu também era menina
Trocamos nosso sentir...
Nossas almas parecidas
Nos sentiamos iguais?
Perdidas...tentando achar...
Nossa alma tão sofrida..
Eu, ainda criança...
Você, velha.... e tão menina.....
Certa vez, você passando
Mirou em mim seu olhar
Sorriu doce e ciciou-me
Não entendi o que disse
Mas senti, velha senhora...
O que você quiz dizer...
Aquilo que me falou
Pensando baixo consigo...
Pois em mim, ficou aquilo
de uma forma bem singela
E abriu em mim a flor
Do amor com que me olhou
Sei que me admirou
Viu em mim o que eu sentia...
Onde está você, mulher...
Se já estava tão velhinha....
Ah...com certeza, não mais
Se encontra entre os mortais
Da forma que eu quero ver...
Mas da forma mais sublime
Tal qual o seu doce olhar...
Querida velha...tão jovem...
Alma terna de menina
Senhora...mulher pequena...
Imensa, ficou em mim
Eu também era menina
Trocamos nosso sentir...
Nossas almas parecidas
Nos sentiamos iguais?
Perdidas...tentando achar...
Nossa alma tão sofrida..
Eu, ainda criança...
Você, velha.... e tão menina.....
Número
508
PORTAS
ABERTAS
Abro as portas... todas elas...
As da frente e dos fundos
Se pudesse abrir o mundo
Abriria sem pensar
Não deixaria sequer
Uma porta sem abrir
Nem tampouco se fechar...
Abriria, alargaria
Qualquer porta ou potão
Pra entrar qualquer pessoa
Que quizesse aqui morar
Mas abro meu coração
Pra deixar que todos entrem
Sem entraves, empecilhos
E ao ver todos chegarem,
Vou espalhar qualquer brilho
Que eu possa ter comigo...
Quero tirar da memória
Do baú da minha história
As mais gostosas lembranças
Pra espalhar, deixar de herança...
Quero dar da minha aurora
Seu eterno renascer
Dividir minha alegria
E no alvorecer do dia
Quero dar o meu abraço
E pedir que vocês fiquem...
Pois na casa onde eu vivo
Cabem todos os seus donos
Ela é minha, é de vocês
Dos que passam, dos que ficam
Dos que vêm buscar abrigo
É a casa dos meus sonhos
A morada que me habita
Vivo nela... ela em mim...
Um dia de cada vez
Ambas cheias de vida...
As duas são de vocês.....
Abro as portas... todas elas...
As da frente e dos fundos
Se pudesse abrir o mundo
Abriria sem pensar
Não deixaria sequer
Uma porta sem abrir
Nem tampouco se fechar...
Abriria, alargaria
Qualquer porta ou potão
Pra entrar qualquer pessoa
Que quizesse aqui morar
Mas abro meu coração
Pra deixar que todos entrem
Sem entraves, empecilhos
E ao ver todos chegarem,
Vou espalhar qualquer brilho
Que eu possa ter comigo...
Quero tirar da memória
Do baú da minha história
As mais gostosas lembranças
Pra espalhar, deixar de herança...
Quero dar da minha aurora
Seu eterno renascer
Dividir minha alegria
E no alvorecer do dia
Quero dar o meu abraço
E pedir que vocês fiquem...
Pois na casa onde eu vivo
Cabem todos os seus donos
Ela é minha, é de vocês
Dos que passam, dos que ficam
Dos que vêm buscar abrigo
É a casa dos meus sonhos
A morada que me habita
Vivo nela... ela em mim...
Um dia de cada vez
Ambas cheias de vida...
As duas são de vocês.....
Número
509
PÃO E
VINHO
O pão nosso, é pão divino
Nosso hino que enleva
Vinho e pão, nosso sustento
Nêles, nosso alimento....
Pão e vinho, transformados
Em fontes do consagrado...
Vinho e pão nossos manjares
Nos sustentam, nos alentam
Nos transformam, nos sublimam...
No pão, a carne divina
No vinho, o sangue da vida...
Elevados nos altares
Consagrados nos sacrários,
Relicários... sêr de nós...
Pão... carne... sustentação...
Vinho... sangue... redenção...
O pão nosso, é pão divino
Nosso hino que enleva
Vinho e pão, nosso sustento
Nêles, nosso alimento....
Pão e vinho, transformados
Em fontes do consagrado...
Vinho e pão nossos manjares
Nos sustentam, nos alentam
Nos transformam, nos sublimam...
No pão, a carne divina
No vinho, o sangue da vida...
Elevados nos altares
Consagrados nos sacrários,
Relicários... sêr de nós...
Pão... carne... sustentação...
Vinho... sangue... redenção...
Número
510
O QUE
SINTO, ESCREVO...
Tenho ganas de escrever
O que sinto, quando vem...
Tão forte, causticante...
Preciso transportar... transparecer...
Tirar tudo o que me esxede
E me incomoda estando lá..
Escondido, amoitado, calado...
Me fustiga... Não posso guardar comigo
Preciso contar...
Tenho que estravasar
Vai virar livro?... Não sei...
Não ligo o que vai ser
Ao colocar tudo aqui...
Quero sim, únicamente
Por pra fora, tirar daqui
De dentro...Contar tudo
Quase tudo... Pouco escondo
Livro aberto? Não, porcerto...
Mas poucas páginas fecho
Do meu livro... cheio de cores
Amores e doces saudades
Contém também muitas dores
Mas bem mais felicidades...
Conto nele o que vi, ouvi, senti...
O que vejo, o que sei,
E o que penso então saber...
Não tenho nenhum receio
Em expor meus sentimentos...
E assim contando...
Escrevo... escrevo... escrevo...
Tenho ganas de escrever
O que sinto, quando vem...
Tão forte, causticante...
Preciso transportar... transparecer...
Tirar tudo o que me esxede
E me incomoda estando lá..
Escondido, amoitado, calado...
Me fustiga... Não posso guardar comigo
Preciso contar...
Tenho que estravasar
Vai virar livro?... Não sei...
Não ligo o que vai ser
Ao colocar tudo aqui...
Quero sim, únicamente
Por pra fora, tirar daqui
De dentro...Contar tudo
Quase tudo... Pouco escondo
Livro aberto? Não, porcerto...
Mas poucas páginas fecho
Do meu livro... cheio de cores
Amores e doces saudades
Contém também muitas dores
Mas bem mais felicidades...
Conto nele o que vi, ouvi, senti...
O que vejo, o que sei,
E o que penso então saber...
Não tenho nenhum receio
Em expor meus sentimentos...
E assim contando...
Escrevo... escrevo... escrevo...
Número 511
CEMITÉRIOS
Tenho amizade com eles...
Afinidades...morei perto
De um deles, fui amiga...
Ele foi meu confessor
Fiz genuflexão no cruzeiro
Ajoelhei na cêra quente
Derretendo, fumegantes
Rezei preces tão ardentes...
Fui constante, indo lá...
Vi choros, tantos suspiros
Escutei tristes gemidos
Dos que iam sepultar
Os seus entes tão queridos
Filhos, irmãos, amigos....
Chorei muito, estando lá....
Não, não sou mórbida...
Mas lá, encontrava alento
Tão mocinha, era eu...
E as almas me ouviam
Caladas, me entendiam....
Contava minhas angústias
Pedia que me ajudassem...
Lá, os choros tinham ecos
Me sentia aliviada,
E nas tristezas choradas,
Sabia não estar sózinha
Conversava com as almas...
E á noite, em minha cama
No vento, ou na doce brisa,
Divagando, eu sempre ouvia
Clamando, as coroas de lata
E o tilintar das cruzinhas...
Tenho amizade com eles...
Afinidades...morei perto
De um deles, fui amiga...
Ele foi meu confessor
Fiz genuflexão no cruzeiro
Ajoelhei na cêra quente
Derretendo, fumegantes
Rezei preces tão ardentes...
Fui constante, indo lá...
Vi choros, tantos suspiros
Escutei tristes gemidos
Dos que iam sepultar
Os seus entes tão queridos
Filhos, irmãos, amigos....
Chorei muito, estando lá....
Não, não sou mórbida...
Mas lá, encontrava alento
Tão mocinha, era eu...
E as almas me ouviam
Caladas, me entendiam....
Contava minhas angústias
Pedia que me ajudassem...
Lá, os choros tinham ecos
Me sentia aliviada,
E nas tristezas choradas,
Sabia não estar sózinha
Conversava com as almas...
E á noite, em minha cama
No vento, ou na doce brisa,
Divagando, eu sempre ouvia
Clamando, as coroas de lata
E o tilintar das cruzinhas...
Número
512
VIUVÊS
Procuro, busco, não a vejo...
Vivo assim... só por viver...
Quem me dera, disse ele
Na busca, podê-la ver...
Minutos...segundos que fossem
Mas ela... ah... foi embora
Deixando vazio meu colo
Vago, o mesmo solo
Durante anos, pisado
Repisado, calcado
Moldando a vida...
Quem dera, voltasse ela...
Só pra poder contar
Da saudade que me aleja
Tolhe, encolhe, me embota
Desbota meu céu azul...
Tira o riso, traz o pranto
Tirando todo o encanto
Desencantando a vida...
Estou cansado da dor
Saudade do meu amor
Arde o peito, fere a alma
Nada acalma... peço à ela
Vem me buscar, querida...
Continuar nossa lida
Em qualquer desses lugares
Pode ser em noite escura
Ou em noite enluarada
Nos altares das estrelas
Ou nas cores do arco iris
Vou levar as mesmas flores
Que você plantou aqui
Quero andar a mesma estrada,
Calcar meus pés por aí...
Com você, minha amada...
Vem... me leva daqui...
número 513
NÓS QUATRO....
Muito bom, nós quatro juntos
Todos num mesmo quarto
Orgia? Não era, eu juro...
Mas foi tão bom, isso tudo...
E foi regado a queijo e vinho
Até choveu um pouquinho
Pra alegrar ainda mais...
A lua também fez sua parte
Aparecendo com arte...
E Baco, o Deus do vinho,
Certamente estava lá
Temendo que não sobrasse
Na taça, nenhum golinho...
Mas com razão, ah... se Baco...
Não sobrou nenhum pouquinho....
E nós, juntos, divagando
Falando de tantas coisas....
Sim, foi muito bom tudo isso...
Zeca, com suas piadas
Luiz, ouvindo quietinho
Nem tanto...ás vezes falava
Ana, dando risadas
E eu? Ah... eu, curtindo tudo
Falando de coisas sérias
E também certas bobagens
Coisas que já nem lembro
Ou nem sei porque falei
Mas... se está no vinho a verdade,
Certamente, o vinho sabe....
Procuro, busco, não a vejo...
Vivo assim... só por viver...
Quem me dera, disse ele
Na busca, podê-la ver...
Minutos...segundos que fossem
Mas ela... ah... foi embora
Deixando vazio meu colo
Vago, o mesmo solo
Durante anos, pisado
Repisado, calcado
Moldando a vida...
Quem dera, voltasse ela...
Só pra poder contar
Da saudade que me aleja
Tolhe, encolhe, me embota
Desbota meu céu azul...
Tira o riso, traz o pranto
Tirando todo o encanto
Desencantando a vida...
Estou cansado da dor
Saudade do meu amor
Arde o peito, fere a alma
Nada acalma... peço à ela
Vem me buscar, querida...
Continuar nossa lida
Em qualquer desses lugares
Pode ser em noite escura
Ou em noite enluarada
Nos altares das estrelas
Ou nas cores do arco iris
Vou levar as mesmas flores
Que você plantou aqui
Quero andar a mesma estrada,
Calcar meus pés por aí...
Com você, minha amada...
Vem... me leva daqui...
número 513
NÓS QUATRO....
Muito bom, nós quatro juntos
Todos num mesmo quarto
Orgia? Não era, eu juro...
Mas foi tão bom, isso tudo...
E foi regado a queijo e vinho
Até choveu um pouquinho
Pra alegrar ainda mais...
A lua também fez sua parte
Aparecendo com arte...
E Baco, o Deus do vinho,
Certamente estava lá
Temendo que não sobrasse
Na taça, nenhum golinho...
Mas com razão, ah... se Baco...
Não sobrou nenhum pouquinho....
E nós, juntos, divagando
Falando de tantas coisas....
Sim, foi muito bom tudo isso...
Zeca, com suas piadas
Luiz, ouvindo quietinho
Nem tanto...ás vezes falava
Ana, dando risadas
E eu? Ah... eu, curtindo tudo
Falando de coisas sérias
E também certas bobagens
Coisas que já nem lembro
Ou nem sei porque falei
Mas... se está no vinho a verdade,
Certamente, o vinho sabe....
Número
514
NÃO SOU
SANTA
Santa, eu não sou
Nem tenho tal pretensão
Em mim há muitos defeitos
Minhas falhas? Sim, as vejo...
Mas busco melhorar sempre
A alma e o coração
Sinto alegria ao me ver
Na busca por melhorar
Conscientizar um defeito,
E com isso, crescer mais...
Culpas eu não carrego
Já que isso é tempo ido
Mas busco não repetir
Os erros já cometidos...
Muitas vezes meus fantasmas,
Vêm rondar a minha alma
Mando embora bem depressa
Exorciso eles todos
Não permito que me fiquem
Assombrando vida afora
Sou eu a dona da história
Sou eu, a protagonista
Escolho o melhor papel
Enceno com perfeição
Dou ênfase á mocinha
Não dou trela pro vilão
E ao descer então o pano
A estrêla se despede
Não fica esperando palmas
Porque ela bem o sabe
Que as vaias ou aplausos
Estão mesmo, dentro dela....
Santa, eu não sou
Nem tenho tal pretensão
Em mim há muitos defeitos
Minhas falhas? Sim, as vejo...
Mas busco melhorar sempre
A alma e o coração
Sinto alegria ao me ver
Na busca por melhorar
Conscientizar um defeito,
E com isso, crescer mais...
Culpas eu não carrego
Já que isso é tempo ido
Mas busco não repetir
Os erros já cometidos...
Muitas vezes meus fantasmas,
Vêm rondar a minha alma
Mando embora bem depressa
Exorciso eles todos
Não permito que me fiquem
Assombrando vida afora
Sou eu a dona da história
Sou eu, a protagonista
Escolho o melhor papel
Enceno com perfeição
Dou ênfase á mocinha
Não dou trela pro vilão
E ao descer então o pano
A estrêla se despede
Não fica esperando palmas
Porque ela bem o sabe
Que as vaias ou aplausos
Estão mesmo, dentro dela....
Número
515
DESESPÊRO
Chovia...bramia o vento
Tão forte, que amedrontava
Minha alma tão criança...
E eu, correndo na chuva
Nem sentia o vento forte
Fustigando a pele jovem...
Desgrenhada, eu corria
Da morte que assombrava
Minha mãe parindo em dores
O seu filho que chegava...
Não sabia pra onde ir
Por favor...alguém me ajude
Quero o sol... não quero a chuva
Ensopando até os ossos
Castigando o corpo jovem
Da menina apavorada...
Guiada só pelo vento
No relento, madrugada...
Decerto que eu nem sabia,
Correndo, porque corria...
Socorro, pedia a alma
Na voz débil da menina...
A capela estava aberta
Deserta...os santos todos cobertos
Pano roxo...minha alma...
Encoberta... o mesmo pano...
Desnudei todos os santos
E os chamei pra ver meu pranto
Rolando, num rosto pequeno
Sedento por encontrar
A paz, no rosto dos anjos...
Chovia...bramia o vento
Tão forte, que amedrontava
Minha alma tão criança...
E eu, correndo na chuva
Nem sentia o vento forte
Fustigando a pele jovem...
Desgrenhada, eu corria
Da morte que assombrava
Minha mãe parindo em dores
O seu filho que chegava...
Não sabia pra onde ir
Por favor...alguém me ajude
Quero o sol... não quero a chuva
Ensopando até os ossos
Castigando o corpo jovem
Da menina apavorada...
Guiada só pelo vento
No relento, madrugada...
Decerto que eu nem sabia,
Correndo, porque corria...
Socorro, pedia a alma
Na voz débil da menina...
A capela estava aberta
Deserta...os santos todos cobertos
Pano roxo...minha alma...
Encoberta... o mesmo pano...
Desnudei todos os santos
E os chamei pra ver meu pranto
Rolando, num rosto pequeno
Sedento por encontrar
A paz, no rosto dos anjos...
Número
516
ORQUESTRA
Uma orquestra toca ao longe
Remetendo-me ao passado...
Meus ouvidos ouvem perto
Os sons que estão em mim
Ainda...vibrantes....incertos....
Mas tão perto que até doem
Minha alma, assim desperta
Meu presente me deleita,
Minha festa presenteia...
Traz-me distantes segredos
Voltando aos tempos de outrora
Insegura, busco a aurora
E a encontro ainda em mim
Latente em minha senhora,
Que ao se revelar, me acorda
Me alerta pra sonhar,
Viver, sentir, desejar
Da vida, o lado sonoro
Que entranhado ainda está
Em mim... qual embrião,
Em orquestra se formando
Sugando da vida o mel
Adoçando mais ainda
O amor...cerne da vida....
Uma orquestra toca ao longe
Remetendo-me ao passado...
Meus ouvidos ouvem perto
Os sons que estão em mim
Ainda...vibrantes....incertos....
Mas tão perto que até doem
Minha alma, assim desperta
Meu presente me deleita,
Minha festa presenteia...
Traz-me distantes segredos
Voltando aos tempos de outrora
Insegura, busco a aurora
E a encontro ainda em mim
Latente em minha senhora,
Que ao se revelar, me acorda
Me alerta pra sonhar,
Viver, sentir, desejar
Da vida, o lado sonoro
Que entranhado ainda está
Em mim... qual embrião,
Em orquestra se formando
Sugando da vida o mel
Adoçando mais ainda
O amor...cerne da vida....
.....................................................
Número
517
NATAL
Montei a
minha árvore
Antegozando
o Natal
Tantos
penduricalhos
Mistureba...
detalhes
Sim... O
natal é brega
Mas é
lindo, divino
Me
enleva, relevo
Fico mais
leve...
Amorosa,
sonora...
Preparo,
reparo
Cada
detalhe...
Um anjo,
um alce
Um sino,
um laço
Uma estrela
Um
presépio...
Anexo,
Papai Noel
Tanta luz
Nascimento
de Jesus
No
bercinho se destaca
Não é
mais tão pobrezinho
Afofo o
cestinho lindo
Ilumino...
olho... sorrio...
Jesus...Seja
bem vindo...
................................................
Número
518
HOMENAGEM
A CHICO MENDES
Chico...
Há vinte
e cinco anos
Você foi
embora daqui
Mas
continua em nós
Nas
florestas, na fartura
Do seu
amor pela vida
Fauna,
flora, rios, mares
Choram
sua longa ausência...
Você
Chico, desbravou, amou
E chorou
nos seus altares
Chico
Mendes... Grande Chico
Plantador
de consciências
Plantou amor...Plantou
vidas...
Nas árvores
generosas,
Que ainda
choram de saudade...
Chico,
você é imortal
Imortalizando
em nós
A
consciência do verde...
Pergunte
às tantas árvores
Pergunte
à natureza...
Com
certeza elas dirão
Que você,
querido amigo,
Faz aqui
tamanha falta
Pois
muitos ainda enriquecem
Empobrecendo
as florestas...
Chico...
hoje não choro
Faço
festa pra você...
Dia 15 de
dezembro,
Você
nasceu na floresta
E viveu a
vida inteira
Pra
salvá-la, preservá-la
Da
tirania dos homens
Defendeu
até à morte
A Deusa
mãe, Deusa vida
E por
ela,
Em 22 de
dezembro
Derramou
seu sangue bom
Francisco
Alves Mendes Filho
Você
acendeu mentes
Plantou
tantas sementes
Tornou-se
o mártir das matas
Verdadeiro
mártir por nós...
Pela
vida...
Como é,
Chico...
Que
alguém teve a coragem
De se
tornar seu algoz?
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