quarta-feira, 7 de agosto de 2013

TEXTOS DE 201 A 216



Número 201
R I R
Rir é ótimo, faz bem pra tudo.
É música doce aos ouvidos
Rir é paz e fantasia
Rir traz grandes alegrias
É sorrindo que conquistamos
É sorrindo que abraçamos
Com sorrisos cumprimentamos
Sorrir rejuvenesce
O rosto e também a alma
Rir tem gosto de festa
Rir, sorrir, dar gargalhadas
Rir de mim, que rir acalma
Rir das nossas próprias gafes
Também das nossas mazelas
Sorrir pra todos que passam
Rir para o outro e não do outro
Rir contando piadas
Rir-se da própria dor
Mas nunca da dor alheia
Rir igualzinho criança
Que com tudo se encanta
Rir, rir sempre que puder
É remédio que é de graça
E assim vivemos mais
Sorrindo ganhamos o mundo
Fazemos mais alianças
Já se viu conquistar algo
Armando duras carrancas?
Pois o riso é contagiante
Contagia até os mais sérios
Que não gostam de sorrir
Pensam eles que sorrindo
Vão perder a autoridade
Pensam que carrancudos
Se tornam mais confiáveis
Pobres deles, ledo engano
Que conquistam para si
O medo de quem os cerca
Pensam que isso é respeito
Mas não, isso é só medo
Rir é puro alimento
Também é pura bobagem
Levar tudo tão a sério
Pois a vida é um mistério
Rir, rir sempre que puder
Não se importando se alguém
Fizer cara reprovando
Sorria pra ele também
Porém tomando cuidado
Pois pode ele pensar
Que seu riso é de escárnio
Sorria sempre, ria muito
Dê sonoras gargalhadas
Mas cuidado pra não rir
Em lugar e hora errada
E quando estiver chorando
Dê um tempinho se puder
Olhe-se no espelho
E vendo a cara amassada
Vai achar que é melhor sorrir
E dar boas gargalhadas.
.................................................
Número 202 – em branco intencionalmente.
.................................................
Número 203
O FIM DO MUNDO
Mundo acabando em chamas
Nos incêndios criminosos
Florestas assassinadas
Poluindo nas queimadas
Matança indiscriminada
Perversidade sem fim
Queimando pra ver queimar
Mundo acabando em fogo
Mundo acabando em águas
Torrentes fazendo enchentes
Na imundície transbordadas
Dos dejetos que jogamos
Nós, seres inconsequentes
Somos também delinquentes
Fim do mundo, é o fim
Na toxidade que mata
Nas sujeiras que deixamos
Entulhos por todo lado
Aleatórios, barrando
As águas que não escoam
Fim do mundo...Triste fim
Crianças no lodo, esgoto
Doenças nas consequências
Matando cedo na infância
Dizimando gente grande
Natureza devastada
Causticada, gado morto
Fome, sede...
Falta água desde sempre
Também falta governança
Governos que não pouparam
Tantas verbas desviadas...
Gerando miséria e dor
E a fome mais desgraçada
Sede na falta d,água
Sede também por justiça
Nas leis tão mal acabadas
Fabricando delinquentes
Espalhando más sementes
Fim do mundo... Triste fim
De gente matando gente
Sem dó nem piedade
Matam...É livre a matança
Tiro perdido, mão armada
Pau, pedra, arma branca
Ou o que aparecer
Matam em nome da lei
Fazem a sua justiça
Matam em nome de Deus
Ou porque são minorias
Matam só por matar
Sem fronteiras, sem barreiras
Drogados na droga farta


Os filhos matam seus pais
Transgridem, delinquem, agridem
Pais matam os próprios filhos
Perdidos, não podem mais...
Também causa espanto saber
Da mãe que ensinava o filho
A praticar tiro ao alvo
Alvejando em consequência
Tanta criança inocente
Fim do mundo... Pra que armas?
Me falta compreensão
Não entendo certas coisas
Mas sei que nos falta amor
Enxergar melhor o outro
Ver a todos como irmãos
Fim do mundo também é
Tanta corrupção
Tanto toma lá dá cá
Quem mais pode menos chora
Conspurcam a nossa Pátria
Usam mal a consciência
Fazem pose de inocência
Burlam leis, porém se acham
Acima de qualquer suspeita
Fim do mundo é tudo isso
Isso tudo e muito mais
Que acontece o tempo todo
A cada minuto e segundo
Então, porque se preocupar
Quando será o fim do mundo?
...................................................
Número 204
ÀS CRIANÇAS
Pequeninas criancinhas...
Crianças grandinhas também
Criança que vive em mim
Criança de todos nós
Ser criança em nosso ser
É tão bom criança ser...
Criancinha imaculada
Bebezinho tão recém
Anjinhos da nossa guarda
Jesus menino também
Criançada, criancinhas
Anjos puros são vocês
Amo a todas
Tão lindinhas
Prontas sempre pra brincar
Generosas nos ensinam
Com exemplos sempre bons
Tudo aquilo que devemos
Aprender pra ser felizes
Se quisermos aprender
Têm vocês tanta lição...
Nos ensinam a doar
A amar, e sermos bons
Enxergam somente o bem
Tampouco maldade têm
Puras, lindas criancinhas
Alegria, vida e paz
Trazem tudo no olhar
Fazem-nos tantas perguntas
Têm tanto a questionar...
Estão descobrindo o mundo
Um mundo que certamente
Vocês, puras e inocentes
Chegam pra melhorar
Quisera então, meus anjinhos
Tivessem todas vocês
Lares bem constituídos
Cheios de muito amor
Muita paz, compreensão
Quisera eu que vocês
Fossem sempre tão felizes
Possuíssem tudo aquilo
Que é bem de seus direitos
Moradia, bons colégios
Brinquedos, comida farta
Médicos, hospitais
E pais que pudessem ser
O esteio de vocês
Mas sei eu, infelizmente
Que muitas dessas crianças
Estão a anos luz
Distantes de tudo isso
Ah... Dói-me profundamente
Seu choro chorado fundo
Portanto, o que nos resta
É fazermos nossa parte
E o que pudermos por elas
E então pedir a Deus
Proteção, muito cuidado
Pra que vocês pequeninos...
Amparados, bem ou mal
Tenham em suas alminhas
Muita luz, sabedoria
E também amor profundo
Capaz de mudar o mundo
Beijo vocês crianças...
...................................................
Número 205
Deixada em branco intencionalmente
...................................................
Número 206
Em branco intencionalmente
...................................................
número 207
CATADORES DE VARETAS
Fim de ano, meia noite
Despedida do ano velho
Vem o novo, tudo é festa
Desejamos uns aos outros
O melhor, tudo de bom
Champanhes estouram fácil
Brindamos em copos, taças
Fazemos nossas promessas
O velho ficou pra trás
Um novo ano começa
Gritamos de peito aberto
Profusos comemoramos
E as crianças já cansadas
Esperam com ansiedade
O momento grandioso
Ver os fogos em espetáculo
Espocarem feito loucos
No céu, em milhões de cores
Desenhando lindas flores
Derramando qual cascatas
Estrelas em profusão
Até que cesse o barulho
E passada a euforia
Se cala a criançada
Caem em sono profundo
Dormem o sono dos justos
E então, no outro dia
Mal elas se levantam
Procuram a gente grande
E saem em disparada
Pelas ruas, qualquer espaço
Vasculhando em todo canto
Procurando as tais varetas
E as caçam como fossem
Tesouros, coisa importante
Apostam quem pega mais
As cores são variadas
Trocam umas com as outras
As varetas repetidas
Nem sabem para que servem
O vovô sim; pois cata junto
E vai usando o ano inteiro
Nas mais variadas artes
Uma estaca , um suporte
Sempre encaixa na gambiarra
E assim caminha a vida
Vejo isso nos meus netos
Na alegria que eles sentem
Buscando pelas varetas
E aproveito a grande lição
Pois muitas vezes na vida
Melhor é o catar das varetas
Do que o soltar dos rojões...
Obrigada meus netos pelas lições

Número 208
O PRESENTE
Alguns vivem no passado
Outros esperando o futuro
Deixando assim de viver
O que realmente importa
O tão precioso agora
Os que vivem no passado
Perdem tempo em saudosismos
Se apegam nas lembranças
Se perdem em comparações
Com um passado longínquo
O hoje lhes é ruim
O passado que era bom
E perdem tanto do hoje...
Pois passado é tempo ido
Não volta, ficou lá atrás...
Viver então do passado
É puro tempo perdido
E os que vivem só pensando
No futuro que ainda vem
Também perdem o seu tempo
Deixam tudo pra depois
Um passeio, um evento
Visitar algum amigo
Ler um livro, nem pensar...
Coitados... não têm tempo
Pensam só em amealhar
Juntam coisas que nem usam
Privando às vezes os seus
De viverem bem melhor
O presente que hoje têm
Portanto pensar só no futuro
É perda de tempo também
Pois nem sabemos ao certo
Quanto futuro teremos
Paremos então pra pensar
E aproveitemos o agora
Vivendo assim nosso hoje
Sempre da melhor forma
Pois o passado se foi
O futuro a Deus pertence
E não há tempo melhor
Do que o tempo presente...
............................................
Número 209
GRATIDÃO AOS LIVROS
Sou profundamente grata
Pelo amor que tenho aos livros
Por tudo aquilo que eles,
Nossos tão grandes amigos
Nos trazem de benefícios
Nas mais variadas formas
Proporcionando-nos sonhos
Aventuras, mil saberes
Fazendo-nos viajar
Na nossa imaginação
Por lugares nunca vistos
Ah, meu Deus
O que seria de mim
De nós, do mundo enfim
Se livros não existissem
Não dá pra pensar o mundo
Sem nossos livros por perto
Ler bons livros, manuseá-los
Viver as suas histórias
Saborear cada página
Como o alimento mais doce
Ver em todos um tesouro
Desvendar cada mistério
Contado nos belos contos
Beber em gotas preciosas
O saber neles contido
Ler os livros infantis
Para todas as crianças
Ensiná-las a gostar
E respeitar todos eles
Criando assim, logo cedo
O bom hábito de lê-los
Livros, amados livros
Com vocês, não temos tempo
De pensar coisas ruins
Com vocês estamos sempre
Na mais grata companhia
Por isso me entristeço
Quando alguém às vezes diz
Não sentir prazer em ler
Mas acho que sempre é tempo
De tentar, mesmo que seja
A leitura em conta gotas
Sem nenhuma pretensão
Somente buscando aos poucos
Descobrir, lendo algum livro
O tanto que ler é bom...

minha mais profunda gratidão
a todos os escritores...

número 210
TERRA
Terra mãe, amada terra
Terra nossa, habitat
Dos filhos que em ti abrigas
Terra santa, mãe bendita
Vermelha, roxa, marrom,
Branca, preta, arenosa
Não importa qual o tom
Dura, fofa ou pedregosa
Forma os mais diversos quadros
Na harmoniosa paisagem
Em cores delineada
Arte mais bela não há...
Terra prenha, produtiva,
Terra insone, bem arada
Na enxada ou no trator
Sem tréguas, sempre pronta
Recebe grata o que for
Sol, chuva e bom semeio
Que brotando em profusão
Traz no verde tantos tons
E colorindo em permeio
Surge então a bela flor
Gerando novas sementes
Pra tudo recomeçar
Na terra que não descansa
Terra amiga, amada terra...
Quem dera pudesse eu
Dizer-te milhões de coisas
Mas as palavras me faltam
Procuro, não as encontro
Tudo o que penso é tão pouco
Diante de tanta grandeza
Da vastidão que tu és
Daquilo que propicias
Abrigando no teu ventre
Sementes que não descansam
Tens a fartura em teus seios
Que sem reservas, pudores
Transbordantes jorram leite
Para alimentar teus filhos
Sem descanso e sem trégua
Terra nossa, Deusa terra...

Número 211
JÁ GANHOU
Faz pose
Figura
Na candidatura
Discursa
Oferece...
Na igreja faz prece
Abençoa
Perdoa
Promete fazer
Aparece sorrindo
Na televisão
É figura certa
Dá sempre um jeitinho
A mídia é caminho
Vencer eleição
Afaga a criança
Profícuo em agrados
Corteja quem passa
Enxerga o ancião
Dá tapas nas costas
Pisa  na bosta
Nem faz cara feia
Até finge que gosta
Faz parte da vida
E mesmo a comida
Que não comeria
Sob pena de morte
Come e se farta
Pois bucho de bode
É só pra quem pode
Faz pose de pobre
Sorriso maroto
Arrota leitão
Ganhar é preciso
A tal eleição
E qualquer geringonça
Que vire palanque
Merece parada
Merece atenção
Na chuva, no vento,
No sol sempre atento
Parado não fica
O poder lhe pinica
Parar só depois
De abertas as urnas
Descanso na certa
Que brasa encoberta
Trabalha sem pressa...
.............................................
Número 212
OS SABICHÕES
Sempre antenados
Não perdem piadas
Daquilo que é nosso
Não gostam de nada
Se julgam os melhores
Contam potocas
Pra fazer fofocas
São autoridades
E falam em surdina
Em casa, nas ruas
Nos clubes, nos bares
Até nas esquinas
Perfeitos que são
Só falam de si
Inflando o peito
Têm sempre razão
Inventam façanhas
São cheios de manhas
Mas na hora agá
Lhes falta ação
E se comem banana
Arrotam faisão
Histórias dos outros
São sempre maçantes
Porque só as deles
São interessantes
Mal falam sua língua
E se julgam letrados
Misturam de tudo
Nas frases compostas
Quem sabe alguém pense
Que são poliglotas
Se exibem nas redes
Facebook e outras mais
E têm muita sede
Em aparentar
São muito solícitos
Fingindo que ajudam
A Deus e ao mundo
Mas solicitados
Estão sempre ocupados
E levam no bico
Por bem pouco tempo
Pois como este mundo
É muito pequeno
Cedo se descobre
Que eles são mesmo
De espírito pobre...

Número 213
LÁ VEM A DOIDA
Ri atoa
Ri de si
Rima versos
Vive num outro universo
Gesticula sem parar
Usa seis ou sete saias
Pois não tem onde  guardar
Conversa com Deus e o mundo
Não dá trela a vagabundo
Nem é de pedir ajuda
Quem quiser pode ajudar
Mas que seja só emprestado
Troca com versos rimados
Conta histórias descabidas
E jura pelo sagrado
Que nem de leve é mentira
Garante que é neta de conde
Que veio não sabe de onde
E se a enxergam como pobre
Pouco importa...
Pois vem de família nobre
Arrasta as sandálias sem pressa
Quem disse que não faz nada?
Corre atrás da criançada
Varinha sempre na mão
Mija no meio da rua
Toma banho quando chove
Se caçoam pica a mula
Que não é de briga, não
Vive no mundo da lua
É livre, mora na rua
Não se mete em confusão
Reza horas na igreja
Sem pressa de ir embora
Ir pra onde, se é andeja...
Molha o dedo na água benta
Beija sempre a mão do padre
Não confessa seus pecados
Nem pede absolvição
Pois, perdoar os pecados
Só mesmo Deus tem o dom.....
Vive a vida sem peleja...
Diz que não tem tristeza
Já que a vida é muito boa
É de todos...é do povo
É do mundo....de ninguém.....
Fuma cigarros de palha
Amealha alguns vinténs
E não pensem que é pobre
Doida então? Não é também
Doido é você, sou eu
É quem vive em corre-corre
Pra juntar ouro de tolo
E não é neto de nobre...

( Essa senhora é minha
 conhecida de muito antigamente....
minha doidinha preferida....)

Número 214
SÓ PRA PENSAR
É bela a donzela
Que passa dengosa
Menina cheirosa
Colírio pros olhos
De qualquer olhar
É feio o invejoso
Que passa, faz mofa
Daquela que passa
Falar, por falar ...
É tão bela a casa
Pintada faz pouco
Vermelho, amarelo,
Laranja ou roxo
É feio quem passa
Fazendo tão pouco
Achando mal gosto
Botando defeito
Não gosta de roxo
É bela a senhora
Trajando formosa
Vestido florido
Sorrindo com graça
Fazendo amizades
Por onde ela passa
É tão feio aquele
Que passa, faz pose
Recebe o sorriso
E pensa consigo
Eta mulher fácil...
É linda a criança
De flor nos cabelos
Vestido vermelho
E tão belas tranças
Também é tão lindo
Criança sorrindo
Olhando pra outra
Pensando consigo
Que flor tão bonita
Ela tem nos cabelos...
Melhor ser criança...

Número 215
A BEATA
Levanta depressa
Chacoalha as cobertas
Põe roupa composta
É o sino que toca
Certeiro no toque
Convoca pra missa
Vá embora preguiça
Café bem coado
Marido safado
Não tem mesa posta
Que coma das sobras...
Resmunga, até funga
Põe tranca na porta
Comadre Marocas
Espera passar...
Bom dia, comadre
A “bença” seu padre
Tá quase na hora
De ir pro altar
Coitado do padre
Nem bem se fartou
Da mesa bem posta
Que a nina botou
É toda cuidados
Com o consagrado
Família depois...
Cadê o coroinha
Não chegou ainda?
E aquela flor murcha
Que dona Marusca
Ficou de trocar...
Toalha amassada
Sotaina rasgada
Castiçal de prata
De vela apagada
Demais pra beata...
Patena sem brilho
Limpar o turíbulo
Sacristão chegou
O vinho sumiu
Quem foi que buliu?
Igreja tão cheia...
Se alegra a beata
Que a missa é cantada
Dá até arrepios
Canta no coro
Não faz desaforo
Com tão linda voz
Dá nó em dó de peito
As mãos sempre postas
Que faz mais proveito
Melhora o conceito
No rogai por nós
Comunga, resmunga
Na fila comprida
Não foi convidada
Pra furar a fila
Ajoelha contrita
Se sente bendita
A missa acabou
Tá aqui a sacolinha
A igreja cheinha
Sacola lotou
É mais uma missa
Beata cochicha:
Não é por falar
Comadre, cê viu
Quanta sirigaita
Querendo ser santa
Com tão pouca roupa
Rezando na missa
E aquela preguiça?
Não viu a Carlota
Fazendo fofocas
Fingindo que ouvia
Atenta o sermão?
E o João da farmácia
Que dá notas falsas
Mas tem a audácia
De ajudar o padre
A dar comunhão?
Não é por falar...
Como é que essa gente
Com tanto pecado
Se atreve ir à missa
Rezar pro Sagrado?
Não é por falar...
Não sou de fofocas
Cruz credo, é pecado
Não conto potoca
Só falo a verdade
Comadre Marocas...

Número 216
NA PRAIA
Caminha na areia
Namora sereia
Baleia não quer...
Menina faceira
Rebola as cadeiras
Faz caras e bocas
Não dorme de touca
Menino chorando
Mãe reclamando
Onda chegando
Perigo no mar
Levanta a toalha
Sacode a areia
Não vê tão faceira
Sereia passar
Marido reclama
Areia voando
Passou a sereia
Que tanto esperou
Vem onda bem forte
Perigo de morte
Menina de sorte
A prancha salvou
Lá vem outra onda
Ainda mais forte
Quem sabe por sorte
A sereia voltou
Mira ao longe
Ajeita o calção
Faz pose de macho
Aguça a visão
Espera faceiro
Mas corre primeiro
Lá vem tubarão...


 







 

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