quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

primeira postagem de 2014

LIVRES POEMAS

Canto livre meus poemas
Com a linguagem da alma
Vou contando minhas tramas
Velhos traumas...velhos dramas
Tão antigos sofrimentos
Que o tempo e os bons momentos
Se encarregam de apagar...
Canto as glorias e as vitórias
Conto o que acho ruim
E da forma que me sai,
Deixo sair de mim
Feito águas brotando
Das minas jorrando fácil
Ou feito flores que abundam
Generosas nos jardins...
Falo da vida... lida
Lido bem com tudo isso
Falo de um céu escuro
Ou de noites estreladas
Da chuva, do vento frio
Dos vendavais que surpreendem
Até as almas penadas...
Falo do amor sem dor
Aquele que todos querem
Falo da dor do amor
Aquele do faz de conta
Já que amor que é amor
Ama o amor que não fere....
Falo do ser humano....
Desumano, insensato
Do pavor do ódio insano
Falo do riso e o pranto
Do cotidiano simples
Das pessoas livres... boas
Que se importam com o bem
Falo também das raças
Das graças e desgraças
Do preconceito caquético
Que nada tem de poético
Conto o que me convém
Reconto o mesmo conto
Se acho que me faz bem
Tudo me vem em versos
Rimo até sem querer
Ás vezes rimar não quero
Mas é em rimas que me vem.....


QUERIDO DEUS

Saiba, querido Deus
Que nunca me sinto só
Pois eu sei que nem preciso
Procurar pra Te encontrar
És o meu melhor amigo
Sei que estás sempre comigo
Me habitas, eu habito
Em Ti, no Teu amor
No Teu colo eu me entrego
Numa entrega sem reservas
Deixo que me abraces
Confio que tudo posso
Estando junto de Ti...
Nada temo, me acho forte
Feito rocha... me agiganto
Me encanto, enxergo longe
Avanço, alcanço, o mundo é meu
Minha força...
É mais forte do que eu....
Tudo está ao meu alcance
Mesmo estando nos confins
O melhor sempre me vem
Pois sei que estando contigo
Com certeza estás em mim....





VIDA BOA

Um porco grunhiu
Cachorro latiu
O galo cantou
Galinha botou
Mané reparou
Em tudo que viu
e muito gostou
Saiu, capinou
Cuspiu fumo escuro
Encostou no muro
Enxada e facão
Pegou o jibão
Guaiaca de couro
Pos folha de loro
Atras da orelha
Pra mó de cheirar
Um cheiro bem bom
Não venha a Rosa
Cabocla cheirosa
Reclamar do cheiro
Se hoje inda é sexta
Nem banho tomei
Pois só tomo banho
No fim de semana
Enchendo a tina
Com água de poço
E o sabão de cinza
Aquele colosso
Que a mãe preparou
Amanhã eu me lavo
Ensaboo e me enxáguo
Pra mór de ir na missa
Tirar a catiça
Vou por roupa nova
Alpargata de sola
Trançada na corda
Vou levar a Rosa
Pra ver procissão
Fazer uma prece
Gastar na quermesse
Perfume na nuca
Vou jogar sinuca
No bar do Bastião
Que a vida é tão boa
Ninguém vive atoa
Eita vidão....









































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