MARY CITELI ESTÁ PREPARANDO UM LIVRO DE MENSAGENS E ORAÇÕES. ESTÁ ANTECIPANDO NESTE ESPAÇO OS SEUS TEXTOS E SOLICITA AOS EVENTUAIS LEITORES QUE REGISTREM SEUS COMENTÁRIOS.
domingo, 12 de janeiro de 2014
12 janeiro 2014
VOLTA LOGO
Saí por aí
Busquei por você...
Olhei lado a lado
Aqui, acolá...
Não o vi...desejei
Você, meu amado...
Pensei no passado
No doce presente
Enxerguei você longe
Tão longe daqui...
Pedi... volta logo
Preciso que venha
Depressa, correndo...
O tempo tem pressa
Se apressa pra tê-lo...
Não esqueça a promessa
Que um dia me fez...
Estar ao meu lado
Vem cá, meu amado
Ficar sempre junto
Comigo, que o mundo
Sem ter você perto
É o mesmo que a planta
Vivendo sem água
No solo mais árido
Em pleno deserto...
O LAVRADOR
Passando, vi um lavrador
Apoiado ao cabo da enxada
Pitava longe, absorto
O seu cigarro de palha...
Num sol quente de doer
Parecia até feliz
Passei por ele
Cumprimentei-o e disse
Cigarrinho bom, é esse...
No que ele respondeu
É, moça...é muito bom
Colhi a palha na roça
E o fumo eu mesmo plantei
Adubei com meu suor
E o milho eu capinei
Vi crescer, formar espiga
Depois vi ele granar
Fiz curau, pamonha, tudo
O que o milho pode dar...
Debulhei... tratei galinhas
O gado eu alimentei
A palha sobrou...guardei
Pito o meu pito com gosto
O melhor que eu já fumei...
Foi mais ou menos assim
Nossa conversa gostosa
Ele falando de coisas
Que eu conheço muito bem
Plantar e colher o milho
Fazer curau e pamonha
Debulhar quando está seco
Só não entendo de pito
Sim...aquele das baforadas...
Mas vi plantações de fumo
Sei muito bem sobre isso...
Ficaria horas com ele
Falando, filosofando
Aprendendo, sentindo
O cheiro doce da terra...
Me enleva, me enriquece
Vejo nisso uma prece
Lembrei-me então do meu pai...
Plantar o milho... capinar
Olhar o céu, implorar
Que abrande o sol
Que venha a chuva
Cresça o milho, grane farto
E nos encha de fartura...
MORADAS
Na casa do meu Pai
Existem muita moradas
Inúmeras....
Quero conhecê-las todas
Me encantar...
Conhecer todas as plagas
Viver, sentir, amar
Estar com todos
Sem pressa, sem hora
Senhora de mim
Com tempo de sobra
Ou sem tempo, enfim...
Se o tempo não é, não tem fim...
Tenho pra mim todo o tempo
Pois sou o tempo de mim...
VÉU DE NOIVA
Vai longo se arrastando
Cobre o belo e jovem rosto
Segue a noiva embelezando
Lentamente ele acompanha
Seus momentos de magia
Vai em pompa, o véu tão branco...
Majestoso, e ao mesmo tempo,
Qual servo servil se arrasta...
Cumpre o rito, leva a amada
Ao encontro do seu homem...
Lindo véu cobrindo a jovem
Desejosa, desejada
Dança em passos ritmados...
Segue o véu sua nubente
Se arrastando, acompanhando
Toda ela, em passos lentos...
E solene, em puro êxtase
Cumprindo seu ritual
Passa leve entre os presentes
Num silêncio magistral...
Entrega o seu presente
Tão único... sem igual...
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