NÚMERO 32
PARA DESENVOLVER
AUTOCONFIANÇA
SENHOR...
Tenho estado tão inquieto
Preocupado, inseguro
Pois me falta confiança
Em tudo aquilo que busco
Naquilo que posso ser...
Procuro então por Vós
Pra que eu possa caminhar
Seguir adiante, ser forte
E livrar-me dos entraves
Que minha mente criou
Pois nasci à Vossa imagem
E sendo assim, grande Pai
Seja livre o meu viver
Desatai, Senhor os nós
Que me impedem de criar
Tirai de mim qualquer
conflito
Enchei meu ser de entusiasmo
Dai-me luz, sabedoria
Vem comigo, eu Vos peço
Guiai todos os meus passos
Dai-me autoconfiança
E um coração de criança
Pra confiar sem temer
Enchei meu ser de alegria
Dai-me amor em tudo aquilo
Que eu penso empreender
Dai-me fé, perseverança
E que de agora em diante
Eu Vos ouça em surdina
E saiba reconhecer
Aquilo que Vós, meu Pai
Tendes sempre a me dizer...
ASSIM
SEJA
Número 33
O AMOR
O amor é um sentimento
Que em nós sempre existiu
Pois nascemos para amar
É inerente ao ser humano
E todos nós somos livres
Pra escolher o que sentir
E também para doar
Tudo aquilo que colhemos
Desse nobre sentimento
O amor não tem limites
Só é preciso semear
Sementes boas nascem sempre
Brotam dos simples atos
Do amor que se plantar
O amor é milagroso
Traz somente belos frutos
É fértil e generoso
Amemos então uns aos outros
Amemos à natureza
E também aos animais
É no amor que construímos
É no amor que somos nobres
Tendo amor, nunca se é pobre
Pois amar nos enriquece
Fortalece, traz saúde
Nos faz tomar atitudes
Que sejam sempre corretas
O amor é sentimento
Que é de nós
Que vem de dentro
E não tem nenhum limite
Vive livre, solto ao vento
Tal qual sementes voando
Fazendo nascer mais flores
O amor tem muitas cores
Amando, somos gigantes
Nossos atos têm sabores
Amando nos integramos
É no amor que ensinamos
Os verdadeiros valores
Viver o amor de verdade
Com a generosidade
Dos que amam sem pensar
No que podem receber
Amar tal qual as criancinhas
Que amam só por amar...
Amar sempre, sem receio
Praticar o desapego
Na virtude de doar
E que sempre nos lembremos
Que só doando recebemos
Doemos então só amor
Seja de qual modo for...
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Número 34
PARA QUE NADA NOS FALTE
Dai-nos ó Grande Pai
Com Vosso poder generoso
O nosso pão de cada dia
Não deixeis nada faltar
Amor, paz, muita alegria
Saúde, sabedoria
Seja farta a nossa mesa
Sejam nossas refeições
Harmoniosas, louvadas
Fazei-nos plenos da Vossa
graça
Que nunca nos falte a fé
Que colhamos belos frutos
Nas árvores que semeamos
Bata o amor em nossa porta
Em qualquer forma que seja
Na visita de alguém
No sorriso da criança
No vizinho solidário
No vendedor, no carteiro
Venham sempre boas novas
Dai-nos também Senhor
Vontade de progredir
Trabalhar, ser diligentes
Não nos deixeis esperar
Na busca pelo ser
No desejo de aprender
E que nunca, em momento algum
Esqueçamos de agradecer
Portanto Pai de bondade
Obrigado por nos dar
Tudo o que nós precisamos
Tudo isso e muito mais...
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Número 35
AOS QUE SE FORAM
Queridos
Quantas saudades...
Quantas lembranças em nós
São inúmeras, incontáveis
Guardadas, acalentadas
Cantadas num coro estranho
Relembradas, tão latentes...
Não importa há quanto tempo
Vocês se foram daqui...
Mas deixaram caladas fundo
As passagens mais diversas
Segredos nunca contados
Tão conosco em carne e osso
Que saudade meus queridos...
Irmãos, parentes, amigos...
Alguns somente conhecidos
Mas e daí? Pouco importa,
Quando as dores não são
nossas
Pois seja a dor de quem for
Dói sempre a mesma dor
Naqueles que ainda ficam
E vêm partir com espanto
Seus amores e outros tantos
E então desconsolados
Choram dilacerados
Os seus mais doídos prantos
Ah meu Deus que bom seria
Mesmo que em tempo ínfimo
Pudéssemos revê-los todos
Os que foram pro outro
lado...
Porém enche-nos de paz
A certeza que nos dais
De que a vida não acaba
E que a morte não existe
Só se muda de lugar
Voamos pra outros planos
E um dia na eternidade,
Qualquer dia Deus o sabe
Poderemos nos reencontrar...
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Número 36
PARA LOUVAR A NATUREZA
Natureza, bela fada
Tocando com teu condão
Flores, rios, belas cascatas
Riquezas de um mar sem fim
Arvoredos, matas mil...
Canta em ti a passarada
Fazem festas no teu seio
Animais os mais diversos
Procriando em profusão
Abrigados no abraço
De ti, ó mãe calorosa
Sol queimando, brisa farta
Ansiando a chuvarada
Escoando em tuas fontes
As águas do teu amor
Cantar-te em versos é pouco
Prodigiosa que és
Farturosa fauna, flora...
Esbanjamento de cores
Dando frutos sem pudores
Em tudo o que semeaste
Da tua diversidade
Na prenhez dos teus amores...
Tens em ti músicas tantas
Nos teus sons milhões de
acordes
Danças a dança do vento
Alegra-nos com teus cheiros
Sem pedires nada em troca...
Alimenta-nos sem pressa
A nós teus filhos amados
Por vezes desrespeitosos
De ti predadores ingratos
Desnaturados insanos
Nos instintos mais primários
Queimando vastas florestas
De árvores centenárias
Matando em vão animais
Dizimando sem fronteiras
Poluindo em sujidades
Rios, mares, cachoeiras
Tão vitais a todos nós...
Envergonha-nos pensar
Quão ingratos temos sido
Contigo, bendita mãe...
Pedimos então mil perdões
Se é que perdão merecemos
Por agirmos sem pensar
Nas tantas consequências
Que isso possa causar
E, ao voltar se rebelando
Contra as armas que
empunhamos
Matando-te pouco a pouco
Perdoa-nos vezes mais
Pela nossa ingratidão
Por sermos tão desumanos...
Número 37
PARA O CRESCIMENTO ESPIRITUAL
Que no meu livre agir e
pensar
Eu opte sempre pela verdade
Que eu seja justo e ético
E tenha noção de moral
Mas não seja moralista
Que eu pense sempre grande
Porém livre de arrogância
Que eu cresça em sabedoria
E que o reflexo de mim
Seja sempre o reflexo do amor
Que eu pronuncie somente boas
palavras
E que meus atos sejam livres
Mas despidos de egoísmo
Que eu prime pela sinceridade
Pelo bom senso e honestidade
E que eu tenha sempre
presente
A consciência de dar e
receber
Pois tudo aquilo que recebo
É consequência do meu pensar,
agir e falar
Que eu queira para todos
Somente aquilo que desejo
A mim e aos meus
Pois o que desejamos ao outro
Volta a nós com maior força
Enfim, que eu ame ao próximo
Como se fosse a mim...
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Número 38
AOS QUERIDOS PROFESSORES
Lembro-me bem ainda
Das primeiras palavrinhas
Tão confusas para mim
Mas nunca mais esquecidas
Porém o que mais marcou
E tenho sempre comigo
Foi a doce e terna imagem
Da professora ao meu lado
Mostrando com paciência
O certo e o errado...
Tanta dedicação, que
saudade...
Cadê você, minha linda...
Por isso canto-os aqui
Professores, seres nobres
Que Deus os guarde e proteja
Lhes dê força e coragem
Paz, amor, felicidade
E paciência no ensinar
Pois junto aos nossos pais
São vocês caros doutores
Mestres na formação
Lapidando mentes jovens
Fazendo melhor o mundo...
Sem vocês seres sagrados
Que seria da nação?
Que seria de nós todos
Na cegueira do saber...
Como seríamos nós
Não existissem vocês...
Obrigado Deus amado
Por nos presentear
Com esses abnegados
Doutores no ensinar
Obrigado direi sempre
Proteja-os anjos todos
Dê a eles muita paz
Saúde, sabedoria
E amor pra continuar
No seu árduo dia a dia
No desejo de ensinar...
Beijo e reverencio a todos os
professores
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Número 39
PARA LIVRAR-SE DOS MEDOS
Senhor Deus e anjos todos
Poderosos que sois Vós
Ajudai-me Vos imploro
A livrar-me dos meus medos
Pois são tantos já nem sei
Os medos que me cerceiam
Me embotam, me limitam
Tiram-me o sono, me afligem
Porque ó Pai, tantos medos?
Às vezes me pego aflito
Tremendo, suando frio
Sentindo medo de coisas
Que nem mesmo entendo eu
E tal qual as criancinhas
Fico todo apavorado
Nos meus medos descabidos
Quase sempre infundados...
Quero pedir, Pai de todos
Para ter paz e ser livre
Mas os medos me amarram
Tiram meu livre pensar
É tão doloroso ter medos
Só Vós podeis entender-me
Ajudai-me ó Deus de amor
A livrar-me deles todos
Tirai de mim o pavor
Dai a fé que eu preciso
Pra viver mais junto a Vós
Abrigar-me em Vosso seio
Sentir forte o Vosso amor
E livrar-me dos meus medos
QUE ASSIM SEJA
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NÚMERO 40
GENEROSIDADE
Deus de graças incontáveis
De generosidade sem fim
Supremo Pai de bondade
Ensinai a mim também
A praticar com amor
Atos nobres, generosos...
Nas doações que eu puder
Em qualquer lugar que seja
Ou com quem eu estiver
Esteja eu sempre atento
Aberto a colaborar
Não importa em que sentido
Pode ser num gesto amigo
No afagar de um rosto triste
Na visita aos asilos
No auxílio aos doentes
Ou visitando detentos
E na minha comunidade
Procurar ajudar sempre
Pode ser doando as coisas
Que a mim não sirvam mais
No óbolo aos carentes
Ou no ato de ensinar
Sei ó Deus, é incontável
Tudo em que posso ajudar
Pois eu já recebo tanto
Em saúde, tantas graças...
E em bens materiais
Fazei então, Deus bondoso
Que eu abra mais minhas mãos
Meus ouvidos, minha mente
E também meu coração
E que eu fique sempre alerta
Muito atento à minha volta
Mantendo as mãos bem abertas
Fluindo a quem precisar
Minhas mais gratas ofertas...
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